Ela surge das camadas mais antigas do ser, de espaços onde uma parte de ti ainda se sente não vista, não reconhecida e não amada. Falamos da recriminação — não como um simples mal-estar, mas como uma forma de permanecermos atados ao que não foi compreendido, ao que ainda dói e ao que a consciência ainda não integrou.
Esta é uma ferida que muitas vezes se disfarça de lucidez, de justiça ou de necessidade de reparação. Por isso é tão difícil de ver — porque parece razoável, parece justa, parece necessária.